segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Celso Antonio de Menezes


CELSO ANTONIO SILVEIRA DE MENEZES
Um dos maiores escultores do modernismo brasileiro, nasceu no dia 13 de julho de 1896 em Caxias. Aos 16 anos parte rumo ao Rio de Janeiro para estudar no curso de Desenho na antiga Escola Nacional de Belas Artes, através de uma bolsa de estudos concedida pelo então governador do Maranhão, Urbano Santos.
Uma vez na cidade maravilhosa passa a freqüentar o ateliê do escultor Rodolfo Bernadelli, localizado no bairro do Leme e inicia a produção de suas primeiras esculturas, despertando o interesse no meio artístico e lhe rendendo alguns prêmios. Por conta disso recebe outra bolsa de estudos, desta vez do governador Godofredo Viana que o envia a Paris em 1923. Lá passa a freqüentar a Académie de La Grande Chaumiere e torna-se discípulo e, em seguida, auxiliar de Antoine Bourdelle, grande nome da escultura contemporânea.
Retorna ao Brasil em 1926, fixando residência em São Paulo. Por indicação de Di Cavalcanti esculpe o Monumento ao Café, situado na Praça Pará, em Campinas. Elabora as esculturas do presidente do Estado, Carlos de Campos e da Lídia Piza Rangel Moreira, no Cemitério da Consolação. Em 1930 vai morar no Rio de Janeiro convidado por seu companheiro de escola Lúcio Costa para lecionar na cadeira de Estatuária na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1934 foi professor do Instituto de Artes da antiga Universidade do Distrito Federal, juntamente com Cândido Portinari que ali lecionava pintura. Em 1940 executa em pedra a escultura Moça Reclinada para os jardins suspensos do gabinete no antigo Ministério da Educação e Saúde (MEC). Nesse período também executa a obra Maternidade que se encontra na praia do Botafogo.
Por solicitação do então ministro do Trabalho Honório Monteiro, esculpiu a estátua do Trabalhador Brasileiro, personificando na obra a força e a raça do homem brasileiro, idealizado por ele através de um negro. A obra, no entanto não agradou o público e foi esquecida por mais de 20 anos em depósito, tendo sida colocada muito tempo depois num pedestal no Horto Florestal, no bairro do Barreto em Niterói (RJ).
Morreu em 1985. Quatro anos depois o escritor Otto Lara Resendo (1922 – 992) divulgou um manifesto que reclamava o reconhecimento de Celso Antônio de Menezes, tido por ele e por muitos outros como um artista de singular valor. “Celso Antônio, tendo vivido e trabalhado num momento de renovação cultural em todas as frentes, foi um grande artista inovador. (...) o grande artista teve ao seu lado as melhores inteligências e sensibilidades do seu tempo. (...) Tudo o que se fizer em favor de Celso Antônio, a partir de agora, é justo e oportuno. Chega tarde, mas ainda chega a tempo de saldar uma dívida que o Brasil tem para com esse extraordinário artista”.

Fonte: ARTE DO MARANHÃO 1940-1990. Banco do Estado do Maranhão. São Luís, MA, 1994.

3 comentários:

alexandreperi disse...

a quem possa interessar meu nome é alexandre e sou neto do escultor celso antonio e não entendi pq está escrito celso antonio silveira de menezes pois seu nome correto é celso antonio de menezes.
se interessar contato com a família meu meu orkut é alexandreperi@ig.com.br;telefone;021-3181-94-18 rj.

misspatty disse...

OI Alexandre td bem se vc se enteressar me proucure vou estar deixando meu orkut para vc entrar encontato,,, me enteresso muito pela vida de seu avo,,, sou uma estudante e desejo saber um pouco mais sobre sua vida e obras,,, obrigado
tamamissavril@hotmail.com

é o orkut e msn...obrigado!

Caramba Carambolas disse...

"Ministério da Educação e Saúde (MEC)"
kkkkkkkkk